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Outubro Rosa: O Mês de Conscientização do Câncer de Mama

O Câncer de Mama é uma doença resultante da multiplicação descontrolada de células mamárias anormais. As transformações celulares podem ocorrer por razões hereditárias ou ambientais.

São vários os tipos e cada um tem um tratamento. Há desde os tumores restritos à mama, até aqueles que escapam para outros tecidos. Existem os que crescem de maneira rápida e os que se desenvolvem lentamente, entre outras peculiaridades. A partir dessa identificação, o médico elege drogas que agem direto no alvo e barram esse processo.

Entre os principais fatores de risco estão a idade avançada, a exposição prolongada aos hormônios femininos e a insistência em estilos de vida inadequados, como maus hábitos alimentares, ingestão excessiva de bebidas alcoólicas, entre outros.

 

Como parte das ações do Outubro Rosa, entrevistamos o Dr. Gustavo Schvartsman (Oncologista Clínico do Hospital Israelita Albert Einstein) , que relata a importância da prevenção do câncer de mama.

 

Dr. Gustavo Schvartsman
Graduado em Medicina e com Residência em Clínica Médica pela Escola Paulista de Medicina - Universidade Federal de São Paulo, realizou Fellowship Clínico e Oncologia Clínica pelo MD Anderson Cancer Center em Houston, Texas. Atualmente é Oncologista Clínico do Hospital Israelita Albert Einstein, coordenador do programa de Terapia Celular em Oncologia do hospital e faz parte do conselho médico do Instituto Protea.

 

1) O câncer de mama é o tipo de câncer mais comum entre mulheres no Brasil e no mundo. Quais fatores podem ser apontados como causadores para o surgimento da doença?

Os principais fatores de risco incluem a idade avançada, obesidade, sedentarismo, e situações de exposição demasiada a estrogênio (início precoce e término tardio da menstruação, não gestar ao longo da vida, alguns métodos contraceptivos), além da hereditariedade em 5-10% dos casos.

2) Como prevenir, além do autoexame? Qual médico deve ser procurado inicialmente?

A prevenção se dá através de modificação de hábitos de vida (emagrecimento, exercício físico regular, redução do estresse e de consumo de bebidas alcóolicas). Além disso, o rastreamento está indicado para detecção precoce, a fim de diagnosticar o tumor que não pode ser evitado em fase inicial. Na suspeita de um câncer de mama, o mastologista ou oncologista devem ser procurados.

3) Exames como ultrassonografia de mama e mamografia são indicados a mulheres a partir de qual faixa etária e de quanto em quanto tempo?

As sociedades médicas recomendam o início de mamografia de rastreamento aos 40 anos de idade, com frequência anual. Em casos de risco familiar aumentado, o rastreamento deve iniciar mais cedo, até a partir dos 25 anos a depender do caso, e incluir a ressonância de mamas.

4) De que maneira a mulher deve proceder após o diagnóstico de Câncer de Mama? E como funciona o tratamento?

A primeira etapa é o diagnóstico preciso, envolvendo os biomarcadores (receptores de estrógeno, progesterona, HER-2, Ki67), e estadiamento adequado, para determinar se a doença está localizada na mama, ou se há disseminação regional para os linfonodos da axila e ainda se há metástases à distância. A maior parte dos tumores será localizado, passível de cirurgia curativa (quadrantectomia ou mastectomia). Comumente pode se associar radioterapia, quimioterapia e/ou hormonioterapia ao tratamento multimodal, a depender do caso.

5) A possibilidade de recuperação de mulheres com câncer de mama é alta. Mas o que deve ser feito para que a doença não reincida?

O mais importante é manter o seguimento com o oncologista e mastologista para exame físico e alguns exames de rotina, como a própria mamografia. Deve-se tomar a medicação anti-hormonal, caso seja o caso, conforme prescrito e mantendo boa aderência, comunicando seu oncologista sobre os efeitos colaterais.

6) Recentemente, algumas mulheres, como a atriz norte-americana Angelina Jolie, têm adotado a mastectomia preventiva como forma de evitar o surgimento de um possível câncer de mama. Essa prática é indicada? A que grupo de mulheres se recomenda?

Essa prática está indicada para pacientes com mutação hereditária em genes de alta penetrância para câncer de mama. Os mais comuns envolvem os genes BRCA1/2, caso da Angelina Jolie, que pode acarretar em um risco de câncer de mama ao longo da vida de até 90%. A mastectomia preventiva geralmente é feita após a paciente ter completado seu desejo reprodutivo e de amamentação, e se acompanha de ressecção de ovários em alguns casos também, geralmente entre 35 - 45 anos de idade. Até o momento da cirurgia, mantém-se rastreamento com exames a cada 6 meses.

 

O Roldão, neste outubro rosa, está apoiando o Instituto Protea na luta para diminuir a taxa de mortalidade de mulheres  com câncer de mama no Brasil.  Conheça mais as ações do Instituto Protea e ajude a salvar vidas!

 

 

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